Jogo entre Uberlândia e Mamoré entra para a história com 53 expulsos e quebra recorde mundial do Guinness Book
Partida válida pela semifinal do Mineiro Sub-20 terminou em pancadaria generalizada no Parque do Sabiá; súmula relata ameaças de morte à arbitragem, invasão de dirigentes e depredação.
Partida válida pela semifinal do Mineiro Sub-20 terminou em pancadaria generalizada/ Reprodução Por Redação / Portal Alagoas NTTV
04/11/2026 12h05 · Atualizado há instantes
Uma partida de futebol válida pela semifinal da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro Sub-20 entrou de vez para a história do esporte mundial, mas por um motivo extracampo reprovável. O duelo entre Uberlândia e Mamoré, disputado no Estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia, terminou com um recorde impressionante e negativo: 53 expulsões, englobando 43 jogadores, oito integrantes de comissões técnicas e dois dirigentes.
O volume de cartões vermelhos aplicados na súmula pelo árbitro Fernando Patrick superou com folga o recorde anterior registrado pelo Guinness Book. A marca máxima anterior pertencia a um confronto da quinta divisão da Argentina, disputado entre Atlético Claypole e Victoriano Arenas em 27 de fevereiro de 2011, que terminou com 36 expulsões.
A fagulha da confusão e a briga generalizada
O estopim para a confusão ocorreu já nos acréscimos da etapa complementar. Aos 54 minutos do segundo tempo, o Mamoré marcou o terceiro gol e sacramentou a vitória por 3 a 1. Na comemoração, o atleta Davi direcionou gestos provocativos ao banco de reservas do Uberlândia, proferindo ofensas.
A atitude gerou uma briga generalizada que tomou conta do gramado. De acordo com o documento oficial da partida, 50 pessoas foram expulsas diretamente devido ao tumulto generalizado, impedindo inclusive que o árbitro exibisse fisicamente os cartões vermelhos aos envolvidos em meio à confusão.
Ameaças de morte e invasão de campo
A súmula também detalhou um cenário de extrema hostilidade contra a equipe de arbitragem ao longo do confronto. Aos 8 minutos do segundo tempo, após a expulsão de um jogador do Uberlândia, dirigentes do clube — liderados pelo proprietário Fábio Mineiro — invadiram o gramado para pressionar e ameaçar os oficiais.
O gerente de futebol profissional do Uberlândia, Wiler Francisco Silva, e o gerente de base, André Luiz Nascimento, receberam cartões vermelhos após partirem para cima da arbitragem com ofensas graves. O árbitro registrou um Boletim de Ocorrência (nº 2026-051046625-001) relatando ameaças explícitas de agressão física:
"Vou te socar, você não vai sair daqui. Quero ver se você vai sair escoltado. Vem pra mão, vou pegar você lá fora, vai ser só eu e você, filho da p…, vontade de te matar, seu m…"
Além das ameaças verbais, Wiler realizou gestos simulando corrupção e roubo com as mãos em direção à equipe de arbitragem. O jogo chegou a ficar paralisado por 40 minutos até que a segurança fosse restabelecida e os dirigentes retirados do campo.
Após o apito final, a confusão continuou nos arredores dos vestiários, com arremessos de materiais e depredação de equipamentos da equipe visitante.
Lista de expulsos por categoria
Jogadores (43 no total):
Uberlândia (22): Luike Santos, Neto Cardoso, Santiago Novellino, Pedro Marques, Lucas Caixeta, Pietro Silveira, Alírio Neto, Ítalo Medeiros, Pedro Santos, Micaell Antunes, Vinicyus Silva, Arthur Matias, Francesco Pozzo, Jhonnatan Barbosa, Pedro Souza, Jaaziel Pereira, Arthur Souza, Ítalo Santos, Marcio Guimarães, Paulo Junior, Caio Santos e Luiz Santos.
Mamoré (21): João Vieira, Davi Bittencourt, Pedro Silva, Arthur Bessa, Daniel Souza, João Araujo, Deivison Carrijo, Vitor França, Luiz Carnaúba, Fabio Camara, Arthur Esmélia, Rafael Silva, Kauã Moreira, Arídio Neto, Matheus Lima, Vitor Gonçalves, Augusto Nunes, Natan Pereira, Ronald Marinho, Kaiki Santos e Gustavo Dias.
Comissão Técnica (8 no total):
Uberlândia: Paulo Sérgio (preparador de goleiros), Brian Oliveira (fisioterapeuta), Marcelo Ferreira (técnico) e Gabriell Vieira (preparador físico).
Mamoré: Vinicius Chaves (preparador de goleiros), Francisco Domingues (auxiliar técnico), Gabriel Castro (massagista) e Quintino Filho (técnico).
Dirigentes (2 no total):
Uberlândia: Wiler Silva (gerente de futebol profissional) e André Nascimento (gerente de futebol de base).
O caso agora será remetido aos órgãos disciplinares da Federação Mineira de Futebol (FMF) para julgamento e aplicação das sanções cabíveis aos clubes e envolvidos.



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