China intensifica cerco a Taiwan com simulação de bloqueio e 130 aeronaves militares
Pelo segundo dia consecutivo, Pequim realiza ataques simulados a alvos estratégicos; tensão escala após Japão prometer reação militar e EUA aprovarem venda recorde de armas à ilha.
Reprodução/CGTN TV O cenário geopolítico na Ásia atingiu um ponto crítico nesta terça-feira (30). A China lançou foguetes e mobilizou uma força aérea massiva ao redor de Taiwan pelo segundo dia de exercícios militares, simulando um bloqueio total de áreas estratégicas e ataques a alvos marítimos.
O Ministério da Defesa de Taiwan relatou números alarmantes: foram detectadas 130 aeronaves chinesas e 14 embarcações da Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP). Do total de aviões, 90 cruzaram a linha mediana, invadindo as Zonas de Identificação de Defesa Aérea (Adiz) em múltiplos pontos da ilha.
O Estopim: Declarações do Japão e Apoio dos EUA
A escalada militar ocorre em meio a um embate diplomático sem precedentes entre Pequim e Tóquio:
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou no Parlamento que o país reagirá militarmente caso a China avance sobre Taiwan, alegando que um bloqueio naval representaria um risco à própria sobrevivência do Japão.
O governo chinês classificou as falas como inaceitáveis e descreveu os exercícios atuais como "ações punitivas" contra forças separatistas.
Paralelamente, os Estados Unidos aprovaram um pacote histórico de venda de armas para Taiwan, avaliado em US$ 11,1 bilhões. O lote inclui sistemas de mísseis guiados, lançadores de foguetes de alta mobilidade (HIMARS) e obuseiros autopropulsados.
Impacto Regional
O ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, alertou que as "ações provocativas" de Pequim ameaçam não apenas a estabilidade regional, mas também a segurança do tráfego civil internacional. A China, por sua vez, afirma ter mobilizado drones e mísseis de longo alcance como forma de dissuasão.



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