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São Miguel dos Campos,03/02/2026

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Brasil manifesta preocupação com crise no Irã e defende soberania contra intervenção estrangeira

Itamaraty lamenta mortes em protestos e prega diálogo após Donald Trump prometer "ajuda" para derrubar instituições iranianas; situação já soma 2 mil mortos.

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Brasil manifesta preocupação com crise no Irã e defende soberania contra intervenção estrangeira Divulgação/Masoud Shahrestani/Tasnim News Agency
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O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, emitiu uma nota oficial nesta terça-feira (13) expressando profunda preocupação com a escalada de violência no Irã. O país vive uma onda de protestos que já resultou em cerca de 2 mil mortes, segundo a imprensa internacional, e enfrenta uma repressão severa das forças de segurança.

A manifestação do Itamaraty ocorre em um momento de alta tensão diplomática. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou as redes sociais para incitar os manifestantes iranianos a "derrubarem suas instituições", afirmando que a "ajuda está a caminho". Em resposta indireta, o Brasil reforçou o princípio da soberania nacional, destacando que cabe apenas ao povo iraniano decidir o futuro do seu país.

O Fator Trump

O presidente republicano tem elevado o tom contra o regime de Teerã, adaptando inclusive seu famoso slogan para o contexto local: MIGA (Make Iran Great Again). Trump ameaça intervir militarmente caso a violência não cesse, o que acende o alerta para um possível conflito de proporções globais.

Por outro lado, o Brasil, mantendo sua tradição de neutralidade e mediação, instou todos os envolvidos a buscarem um "diálogo pacífico, substantivo e construtivo", evitando endossar as ameaças de intervenção norte-americana.

Brasileiros no Irã

A Embaixada do Brasil em Teerã informou que está em contato constante com a comunidade brasileira residente no país. Até o momento, não há registros de brasileiros feridos ou mortos nos confrontos. A situação no Irã é dificultada por apagões de internet e restrições severas à imprensa livre, o que impede uma verificação independente do real número de vítimas.

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