Após receber medalha do Nobel, Trump muda tom e quer envolver María Corina Machado no governo da Venezuela
Presidente dos EUA, que antes criticava a opositora, agora afirma que "adoraria" incluí-la na transição política do país vizinho; petróleo venezuelano segue no alvo de Washington.
Divulgação/Casa Branca O cenário político da Venezuela pode ganhar uma nova e poderosa peça no tabuleiro. Nesta terça-feira (20), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que planeja envolver a líder opositora María Corina Machado na administração do país "de alguma forma".
A declaração marca uma mudança brusca na postura de Trump. Logo após a captura de Nicolás Maduro, o republicano chegou a declarar publicamente que Machado não gozava do "respeito de todo o país" para governar. No entanto, o clima mudou drasticamente após um almoço reservado na Casa Branca, na última quinta-feira (15).
Vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2025, María Corina Machado presenteou Trump com a sua própria medalha durante o encontro. O prêmio é uma obsessão pública de Trump, que esperava ser o agraciado pelo comitê. O gesto simbólico da venezuelana parece ter aberto as portas para uma aliança estratégica. “Estamos conversando com ela e talvez possamos envolvê-la de alguma forma. Eu adoraria poder fazer isso”, disse o presidente americano hoje.
Enquanto a Venezuela é comandada interinamente por Delcy Rodríguez — que, apesar do discurso soberanista, tem dado sinais positivos aos EUA —, Trump reforça que os norte-americanos devem ter um papel central no novo governo venezuelano. O interesse principal, além da estabilidade política, é o controle e a presença forte no setor petrolífero local, as maiores reservas do mundo.
Até o momento, não há detalhes de como funcionará essa administração compartilhada ou qual cargo Machado poderia ocupar no processo de transição para uma nova democracia.



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