Nicolás Maduro e Cilia Flores comparecem algemados a tribunal em Nova York após captura pelos EUA
Presidente da Venezuela e primeira-dama respondem por narcoterrorismo e tráfico internacional; denúncia aponta que regime facilitou envio de cocaína aos EUA por mais de duas décadas.
Presidente da Venezuela e primeira-dama. ABC News/Reprodução O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, compareceram nesta segunda-feira (5) a um tribunal federal em Manhattan, Nova York, para uma audiência histórica. Capturados no último sábado (3) durante uma operação militar dos EUA em Caracas, ambos apareceram vestindo roupas de detentos e algemados, sob custódia de agentes norte-americanos.
A denúncia, que teve o sigilo levantado pela procuradora-geral Pam Bondi, acusa Maduro de liderar o "Cartel de los Soles", organização recentemente classificada pelos Estados Unidos como terrorista internacional. De acordo com o indiciamento do Distrito Sul de Nova York, o grupo operava uma estrutura criminosa instalada no alto escalão do Estado venezuelano.

O processo detalha crimes cometidos entre 1999 e 2025, envolvendo o uso de instituições públicas para o narcotráfico:
Narcoterrorismo e Tráfico: Conspiração para importação de cocaína e lavagem de dinheiro proveniente do tráfico.
Armas de Guerra: Uso de metralhadoras e explosivos em atividades criminosas.
Penalidades: As acusações preveem uma pena mínima de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua.

A justiça norte-americana sustenta que o regime de Maduro facilitava o envio de toneladas de cocaína aos EUA utilizando aeroportos, portos e canais diplomáticos. O esquema contaria com parcerias com grupos como as FARC, ELN, Cartel de Sinaloa e o Tren de Aragua.
Além do casal presidencial, o grande júri indiciou figuras centrais do regime, como Diosdado Cabello (ministro do Interior) e o deputado Nicolás Maduro Guerra, filho de Maduro. A operação militar que resultou na captura ocorreu após ordens diretas do presidente Donald Trump, que autorizou ataques a diversas regiões da Venezuela sob a justificativa de combate ao narcoterrorismo.




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