Polícia aponta falha humana e revela que ônibus de romeiros era clandestino
Delegado Antônio Carlos Lessa afirma que veículo não tinha autorização para transporte; motorista, em estado grave, será ouvido assim que receber alta.
Acidente ocorrido nessa terça-feira deixou 16 pessoas mortas. Governo de AL Em coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (4), em Maceió, o delegado Antônio Carlos Lessa revelou detalhes alarmantes sobre a investigação da tragédia em São José da Tapera. A linha de investigação mais forte aponta para falha humana, reforçada por relatos de testemunhas que estavam em outro ônibus do comboio e afirmaram que o veículo "passou direto" na curva, sem sinais de frenagem.
Além da possível imprudência, a Polícia Civil confirmou que a empresa contratada operava de forma irregular. "Essa empresa não tinha autorização para fazer esse tipo de transporte, portanto, está irregular. Mesmo assim, foi contratada", declarou o delegado Lessa.
A polícia agora foca em identificar quem realizou a contratação do serviço clandestino. O dono da empresa e o responsável pela contratação serão intimados a depor.
O motorista do ônibus, que sobreviveu ao impacto mas encontra-se internado em estado grave, é peça-chave para o inquérito. Os investigadores aguardam sua melhora clínica para colher o depoimento oficial. Passageiros e o motorista do veículo que vinha logo atrás também serão ouvidos para detalhar a dinâmica do acidente na "Curva da Morte".
Enquanto a polícia busca culpados, o clima em Coité do Noia é de luto absoluto. Os corpos das 16 vítimas estão sendo velados sob forte comoção de toda a comunidade, que se despede de amigos e familiares em um dos momentos mais tristes da história do Agreste alagoano.



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