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São Miguel dos Campos,04/02/2026

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Policial indiciado por morte de adolescente em Palmeira dos Índios é promovido a 1º Sargento

Decisão causa indignação na defesa da família de Gabriel Lincoln, morto com tiro nas costas em 2025. Investigação apontou fraude processual e tentativa de forjar cenário de crime.

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Policial indiciado por morte de adolescente em Palmeira dos Índios é promovido a 1º Sargento Decisão causa indignação na defesa da família de Gabriel Lincoln. Arquivo
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A promoção de um militar da Polícia Militar de Alagoas (PMAL) ao posto de 1º Sargento gerou uma forte onda de revolta e questionamentos jurídicos nesta semana. O oficial em questão é o autor do disparo que tirou a vida do adolescente Gabriel Lincoln, de 15 anos, durante uma abordagem em Palmeira dos Índios, em maio de 2025.

A promoção ocorre em um momento crítico do processo. O militar, junto a outros dois agentes, está afastado das funções por determinação judicial desde outubro de 2025 e responde pelos crimes de homicídio e fraude processual.

Gabriel Lincoln trabalhava como pizzaiolo e foi morto ao ser atingido nas costas enquanto pilotava uma motocicleta. A versão inicial dos policiais era de que o jovem estaria armado e teria atirado contra a guarnição. Entretanto, a Polícia Civil desmentiu a versão oficial, concluindo que:

  • O adolescente estava desarmado;
  • Os policiais apresentaram um revólver para forjar uma legítima defesa;
  • O exame residuográfico provou que Gabriel não disparou qualquer arma.

O assistente de acusação, Gilmar Mendes, classificou a promoção como "desarrazoada" e "insultuosa". Segundo ele, foi protocolado um pedido para que o Comando-Geral da PMAL explique os critérios utilizados para promover um servidor que responde por um crime grave contra um menor.

"Isso causa uma sensação de impunidade perante toda a população que clama por justiça", afirmou Mendes.

Enquanto a Polícia Civil indiciou o militar por homicídio culposo (sem intenção), o Ministério Público de Alagoas (MPAL) elevou o tom da acusação. Para o MP, o sargento agiu com dolo eventual — quando se assume o risco de matar — qualificado pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

A Polícia Militar foi procurada para comentar o que motivou a ascensão na carreira do militar indiciado, mas, até o fechamento desta matéria, não enviou resposta.

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