"Serial killer de Maceió": Albino Santos de Lima é condenado a mais 27 anos e penas ultrapassam 321 anos de prisão
Em seu 11º julgamento pelo Tribunal do Júri, réu foi sentenciado pela morte de José Cícero Bernardo da Silva, executado em 2019 na Chã da Jaqueira; juiz Geraldo Amorim apontou circunstâncias judiciais desfavoráveis.
Em seu 11º julgamento pelo Tribunal do Júri, réu foi sentenciado pela morte de José Cícero Bernardo da Silva/ Ascom MPA Por Redação / Portal Alagoas NTTV
05/11/2026 09h20 · Atualizado há instantes
Apontado como autor de uma série de homicídios na capital alagoana, Albino Santos de Lima, conhecido como o "serial killer de Maceió", foi condenado a mais 27 anos de reclusão pelo assassinato de José Cícero Bernardo da Silva, de 51 anos. O crime ocorreu em 8 de dezembro de 2019, no bairro Chã da Jaqueira. A nova sentença foi anunciada ao término do 11º julgamento do réu pelo Tribunal do Júri, realizado nesta quarta-feira (4).
Com a nova condenação, o somatório das penas acumuladas por Albino ao longo de seus julgamentos chegou a 321 anos, dois meses e 13 dias de prisão. Até o júri anterior, ocorrido em 22 de outubro, o réu somava 294 anos, dois meses e 13 dias de reclusão.
Sentença do juiz Geraldo Amorim e novos detalhes em plenário
O Conselho de Sentença acatou a tese da acusação e reconheceu o homicídio como qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima. Durante os trabalhos em plenário, Albino negou a autoria do crime, repetindo a postura adotada em sessões recentes, embora tivesse confessado a execução à polícia durante a fase de inquérito.
Um detalhe que chamou a atenção das autoridades e do público presente foi o comportamento do réu: assim como no julgamento passado, ele voltou a não citar a entidade religiosa "Arcanjo Miguel", desculpa mística que costumava utilizar em fases anteriores para justificar os assassinatos em série.
Ao proferir a sentença, o juiz Geraldo Amorim destacou cinco circunstâncias judiciais totalmente desfavoráveis ao réu: culpabilidade, antecedentes criminais, conduta social, personalidade e as graves consequências do delito. O magistrado ressaltou o impacto devastador provocado na vida de familiares, citando o depoimento da ex-companheira da vítima, que precisou abandonar sua residência e se mudar no dia seguinte ao crime por motivo de medo.
Provas periciais e histórico de crimes
A sustentação da acusação contou com laudos fundamentais da Polícia Científica de Alagoas, cujo exame de confronto balístico provou que os projéteis extraídos do corpo de José Cícero partiram do mesmo revólver calibre .38 empregado no assassinato da idosa Genilda Maria da Conceição, de 71 anos — crime pelo qual Albino já havia sido condenado a mais de 22 anos de prisão.
Esta quarta-feira marcou a realização do 11º júri popular da série de processos respondidos por Albino na Justiça alagoana. De acordo com os registros judiciais, ainda estão previstos outros sete julgamentos para apurar integralmente os crimes atribuídos ao réu.



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