Misterioso desaparecimento de jovem em São Miguel dos Campos gera revolta e denúncia de omissão policial
Deivson Lourenço sumiu após ir ao Pilar com colega; acompanhante retornou com marcas de luta, sangue na roupa e versões contraditórias. Família critica "prazo de 24h" dado pela polícia.
jovem Deivson Lourenço dos Santos, de 24 anos. Reprodução O desespero tomou conta do bairro Humberto Alves na noite desta terça-feira (17). Em entrevista exclusiva ao Portal AlagoasNTTV, Michele, mãe do jovem Deivson Lourenço dos Santos, de 24 anos, relatou o misterioso desaparecimento do filho, que saiu de casa às 20h de segunda-feira (16) e não foi mais visto. O caso é cercado de contradições e indícios de uma possível emboscada.
Deivson saiu de casa acompanhado por um colega conhecido como "Jacaré", sob o pretexto de ir até a cidade do Pilar para conhecer uma jovem. Segundo a mãe, o colega insistiu para que Deivson o acompanhasse usando uma localização de GPS. O que parecia um passeio comum tornou-se um pesadelo quando, na manhã de hoje, "Jacaré" retornou sozinho a São Miguel dos Campos, apresentando um estado físico suspeito: descalço, sem camisa, nervoso e com o corpo coberto de arranhões e o que parecia ser uma marca de mordida.
Em depoimento à família e à polícia, "Jacaré" apresentou versões que não se sustentam. Ele alegou que foram abordados por 10 homens armados, mas mudou a história diversas vezes. Michele relata fatos perturbadores:
A Calça Melada de Sangue: "Jacaré" admitiu que sacudiu a calça porque estava suja de sangue e depois afirmou ter jogado a peça de roupa no mato.
O Retorno Impossível: O suspeito afirma ter voltado a pé do Pilar, mas o tempo levado para chegar a São Miguel é incompatível com a distância percorrida.
Hematomas de Luta: A mãe acredita que os arranhões no corpo de "Jacaré" são sinais de que ele e Deivson entraram em luta corporal.
Um dos pontos de maior indignação da família é a postura das autoridades. Mesmo diante de um suspeito com marcas de agressão e relatos de sangue, a polícia informou que as investigações só poderiam avançar após um prazo de 24 horas.
"Não existe esse prazo de 24 horas quando se tem um risco iminente de vida. Já era para terem iniciado as buscas e detido o suspeito para averiguação pesada", pontuou nossa reportagem no local.
Michele é direta e emocionante em seu apelo: "Eu quero meu filho do jeito que ele estiver. Seja vivo ou seja o corpo, eu quero ele perto de mim. Eu quero justiça e não vou deixar passar". Deivson é descrito como um jovem que não costumava ficar sem comunicação, o que reforça a tese de que algo terrível aconteceu.



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