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São Miguel dos Campos,24/02/2026

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Caso "Joba": Justiça quebra sigilo de ex-companheira e prorroga inquérito sobre morte de coordenador do CRB

Assassinato de Johanisson Carlos completou um mês nesta segunda (23); polícia investiga trama motivada por ciúmes e busca detalhes em mensagens e movimentações bancárias.

www.nttv.com.br
Caso Arte: Delanie Leandra/TNH1
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As investigações sobre a morte brutal de Johanisson Carlos Lima Costa, o "Joba", de 33 anos, ganharam novos desdobramentos. A Justiça de Alagoas deferiu o pedido de quebra de sigilo telefônico, telemático e bancário da ex-companheira da vítima e de outros suspeitos envolvidos no crime.

A medida permite que a Polícia Civil acesse e-mails, mensagens de aplicativos (como WhatsApp e Telegram), dados em nuvem e históricos de navegação. O objetivo é mapear a comunicação entre os envolvidos antes da execução do coordenador de base do CRB, ocorrida no dia 23 de janeiro, no bairro Santa Lúcia.

A delegada Tacyane Ribeiro, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), solicitou e obteve a prorrogação do inquérito por mais 30 dias. O tempo adicional servirá para analisar o volume de dados digitais obtidos com a quebra dos sigilos e fechar o cerco contra a rede de contatos que facilitou a ação criminosa.

De acordo com a DHPP, o crime foi motivado por ciúmes.

O Triângulo: Joba havia terminado um relacionamento com uma mulher que, posteriormente, namorou Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque (apontado como o mandante).

O Gatilho: Após o fim do namoro com Ruan, a mulher retomou contato com Joba, o que gerou a fúria do suspeito.

O Desfecho: Joba foi assassinado com um tiro na cabeça enquanto caminhava para um ponto de ônibus, a caminho do CT Ninho do Galo.

Até o momento, duas pessoas estão presas (incluindo o mandante) e outros três envolvidos morreram em confrontos com a polícia durante as operações de busca.

O CRB voltou a se manifestar nas redes sociais, reforçando o pedido de justiça e destacando o legado de Joba no clube. "A saudade permanece viva, assim como as memórias e a história que o Joba construiu e que jamais será apagada do CRB", publicou o clube, que segue acompanhando o desfecho do caso.

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