Chuvas históricas deixam 28 mortos em Minas; Inmet alerta para “Grande Perigo” e novos temporais
Juiz de Fora e Ubá são as cidades mais atingidas; há 37 desaparecidos e prefeituras decretam calamidade pública após fevereiro mais chuvoso da história.
Cenário é de caos e destrução. CBMG-MG/Divulgação O estado de Minas Gerais vive dias de luto e destruição. Subiu para 28 o número de mortos em decorrência dos temporais que castigam a Zona da Mata mineira. A situação mais crítica é em Juiz de Fora, onde 21 mortes foram confirmadas, e em Ubá, com sete óbitos. Até o momento, as equipes de resgate buscam por 37 desaparecidos, a maioria soterrada no bairro Parque Burnier.
O cenário é de calamidade pública. Em Juiz de Fora, o volume de chuva neste mês já atingiu 460,4 milímetros, o equivalente a 270% do esperado para todo o mês de fevereiro, tornando-se o recorde histórico da cidade.

As equipes do Corpo de Bombeiros trabalham incessantemente com o auxílio de cães farejadores. Os pontos de maior atenção são:
Soterrados: Há pelo menos 20 pessoas sob escombros na Rua Natalino José de Paula, em Juiz de Fora.
Desabrigados: Cerca de 440 pessoas perderam suas casas e estão em abrigos municipais.
Vítima por Eletrocussão: Em Ubá, um homem morreu ao ser eletrocutado por um fio de alta tensão enquanto atravessava uma via alagada.

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, suspendeu as aulas e autorizou o trabalho remoto para servidores. “É uma situação extrema que permite medidas extremas”, declarou ao decretar calamidade pública. A cidade de Matias Barbosa também seguiu o mesmo decreto.
O Inmet emitiu um alerta vermelho, válido até a sexta-feira (27), para as regiões da Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Sul e Sudoeste de Minas. A previsão indica volumes superiores a 100 milímetros por dia, o que mantém o risco altíssimo para novos deslizamentos de terra, já que o solo está completamente encharcado.

O Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres) mantém Belo Horizonte e Juiz de Fora em monitoramento constante para o risco de novas enxurradas e transbordamento de canais.



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